Visita ao médico

on
28 abril 2014
"Não importa as nossas circunstâncias, os desafios e dificudades, há algo em cada dia para abraçarmos e nos alegrar. Há algo em cada dia que pode trazer gratidao e alegria, se somente olharmos e apreciarmos."

   Não gente, esse não é um post anunciando a minha gravidez... mas vontade é que não falta.
Hoje a minha filha tinha uma consulta só para ver se a infecção de ouvido havia passado (depois de quase 2 mêses tomando antibiótico). Ohei para fora e o dia estava LINDO, ensolarado mas um pouco frio. Havia esquecido de tirar o carrinho do porta mala e como o meu marido estava com o carro decidi ir a pé mesmo, o pediatra ficava uns 10 minutos andando e mesmo se ingrid cansasse poderia carregá-la no colo. A ida foi tranquila, conversamos e até olhamos os passarinhos no meio do caminho. O problema é que depois que cheguei no pediatra e olhei pela janela o tempo decicidiu rir da minha cara e começou a nevar. Não estava apenas nevando, era neve com chuva e vento. comentei com a secretária do meu pediatra (Mirtis) que havia acordado com o pé esquerdo: Além da Ingrid estar gripada de novo, descobri que a consulta estava marcada para outro dia, não tinha dormido direito durante a noite, esqueci de pegar o carrinho no carro e teria que voltar a pé em baixo da neve. Sim estava reclamando que tudo estava dando errado e que o meu dia estava ruim. Depois a Mirtis comentou: Quando um dia começa ruim, os problemas acabam mais cedo. Realmente desejei que isso fosse verdade. Sabia que depois que chegasse em casa tinha várias caixas para fechar um monte de coisas para vender.
   Esperei um pouco para ver se o tempo mudava, mas não parecia que iria parar de nevar tão cedo então decidi voltar assim mesmo. Sai do consultório e ficamos assintindo a neve cair por alguns minutos (estava criando coragem para caminhar no frio). Coloquei o capuz na minha filha, a peguei no colo, ela deitou a cabeça no meu ombro, criei coragem e fui. Quem disse que conseguia enchergar alguma coisa? Senti-me naqueles filmes em que as pessoas se perdem no meio da nevasca.
    Ventava muito e estava andando contra o vento, não conseguia abrir os olhos de tanta neve que caia. Nunca orei tanto para parar de nevar. Estava com uma filha doente no colo e a caminhada de 10 minutos pareceu durar muito mais. Além de ter que caminhar com uma bolsa de fraldas e a Ingrid no colo o que é muito peso para uma pessoa só carregar, soltei um gemido cansado e com lágrimas nos olhos pedi forças para poder chegar em casa. Nessa hora pensei nos pioneiros que viajaram a pé com as suas famílias de um estado para outro no meio da nevasca, e também em todas as pessoas que não tem um lugar para morar. Percebi o quanto sou abençoada e que muitas vezes esqueço disso. Quando olho para frente, vejo um carro parado e uma mulher perguntou se queria uma carona, sei que não devo aceitar carona de estranhos e também estava quase chegando em casa, mas aceitei assim mesmo. Nunca fui tão grata por um estranho ter me ajudado e sabia que a minha oração havia sido respondida. Depois de 5 minutos, parou de nevar e o sol apareceu. Cheguei em casa e senti o meu coração cheio de gratidão por tudo que tinha e como tenho sorte pelas oportunidades que tivemos.
   Percebi que preciso agradecer mais, reconhecer as bençãos na minha vida que são muitas e reclamar menos. A Mirtis estava certa, os meus problemas realmente acabaram mais cedo, só tive que olhar o meu dia com uma perspectiva diferente.

PS: Estou devendo tantos post, prometo que postarei tudo. A minha vida anda super ocupada e agora estou ocupada com mudança. É bem provável que semana que vem estarei postando de Salt Lake. Estou muito feliz pelo que está por vir em nossas vidas. =D

Com amor,
 Jenni

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