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| foto: cortesia |
A minha gravidez foi maravilhosa, não senti
nada, não tive nenhum enjoo durante os 9 meses e também fui a mulher mais paparicada. Mas para ter o pacote completo, teria que amamentar o que era um sonho meu. Sempre
coloquei na minha cabeça que amamentar é melhor para o bebe (e é o melhor) e planejei que queria amamentar a minha filha até o seu primeiro ano; Mas o
engraçado é como os planos mudam, e eu não tinha um plano B.
Assisti
a várias aulas de amamentação, peguei vídeos da internet e decidi não comprar mamadeira. Confesso que no início não foi fácil,
porque tudo é novo e o processo era longo, estranho e dolorido, mas fiquei
firme e forte e amamentei com muito amor e carinho.
O problema foi quando a minha filha ficou doente
e fui ao médico ver o que ela tinha. Quando a pesaram, ela havia perdido peso.
O pediatra aconselhou-me a continuar amamentando, mas eu teria que introduzir um pouco
de leite em pó para que ela ganhasse mais peso.
Na minha cabeça achei que estivesse fazendo o
trabalho de boa mãe, porque além da minha filha estar doente, ela estava constantemente
com fome após a cada mamada. Aluguei uma bomba elétrica para aumentar a produção de leite e pedi ajuda de
especialistas na área de amamentação, queria muito amamentar ... mas isso não aconteceu.
Comecei a me julgar e a pensar
que estava sendo uma péssima mãe, porque a minha filha estava constantemente
com fome e eu como mãe não tinha o suficiente para dar a ela. Para ser sincera
a minha experiência foi frustrante, triste, dolorosa e acabei fraquejando e
dando mamadeira com leite em pó para a minha filha.
Nada foi como havia planejado e isso me
estressou muito e dar fórmula foi como se eu tivesse falhado no quesito de mãe.
Além de todo o estresse emocional, as
pessoas começaram a me julgar por estar dando mamadeira com leite em pó para
minha filha. Isso me fazia sentir a pior mãe do mundo. Sentia que o que estava
fazendo era errado e anormal. Fiquei muito triste e ninguém havia me
perguntado o porque de estar dando leito em pó tão cedo, só faziam perguntas do
tipo: “Mas já? Ela está tão novinha”. Ou “cadê o leitinho da mamãe?”
Orei tanto para ter mais leite, fiz
até “macumbas” do tipo comer rapadura ou comer canjica, que ajudou durante um
tempo.
Depois parei para pensar sobre esse assunto e
percebi que eu deveria parar de ficar sofrendo e de ficar me julgando. Infelizmente
não tive muito leite e a minha filha mama de mais (ela mama muito, só quem viu
sabe a fome dessa menininha; ela parece um saco sem fundo). Antes pensava
que não tinha mais nada para dar, mas resolvi pensar positivo e vi que estava
dando tudo que tinha. As pessoas que estavam (ou estão) me julgando não me atingem mais porque quem esta pagando pela comida da minha filha sou eu e queria parar de sofrer sobre esse assunto e aproveitar a minha bebezinha porque sei como o tempo passa rápido... e como está passando!
Quando mudei o meu pensamento o meu fardo se
tornou mais leve e eu tenho aproveitado a minha filha e a minha família muito mais! Continuo
amamentando e dando tudo que tenho para ela porque sei que é importante ela
tomar nem que seja um pouquinho do meu leite, e ela tem paciência e mama tudo;
acho que ela sabe que isso me deixa feliz. Depois dou uma mamadeira e ela fica
feliz e satisfeita.
Não quero perder o meu tempo com coisas fúteis
e sim aproveitar a minha vida como mãe e estar presente em todos os momentos de
descoberta dela. No final das contas o que é mais importante é ela ter saúde,
ser um bebe feliz e saber que ela é amada pelos pais.

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